Por estes dias,
estava eu andando
pelas ruas dessa cidadade,
quando me vi de frente com uma imagem pertubadora,
Era um velho sentado num banco,
de uma praça qualquer,
Era deprimente ve-lo ali parado.
Algo me incomodou,
me sentir nervoso!
Afinal porque raios estava ali? porque me importei?
Ele, tao quieto quanto és velho.
Sentei ao seu lado,
como se esperasse que me atendesse ou como se eu fosse lhe perguntar algo; nao, nada aconteceu,
mas era revoltante,
nao se expressava uma feição que fosse.
Por um vago momento pensei...
por quantos momentos este velho passou,
quantas historias teria para contar,
quantas vidas por ele ja passou
ou por quantas vidas ja viveu??!!
E pensar na vida
ainda me lembro daqueles velhos amigos,
que nao os vejo mais,
muitos sumiram e outros se foram, para nao mais voltar.
Recordo ainda dos amores ja vividos,
nos meus olhos passaram como um flash toda minha vida
naquele banco tao velho com um velho senhor!!!
Vi em poucos momentos
o quanto ainda tinha que viver,
vi meus velhos sonhos, aqueles do tipo q nem sabemos como surgiu e nem o porque,
e vi como se fossem verdadeiros.
Sentir o tempo passar dentro do meu peito,
como uma forte tempestade de verão, mas q logo acabara.
Era hora de levantar,
e encontrar aqueles loucos,
loucos companheiros, naqual tenho saudades,
correr atras do meu amor e dizer que ainda te amo e amarei para sempre,
aah maldita saudade...
E lembrar da velha infância
um menino descalço correndo pela rua jogando bola com os amigos,
era divertido ate mesmo as brigas,
era lindo as besteiras,
era maravilhoso os momentos que ja passaram.
Olhei nos olhos daquele velho desprezivel e tolo,
e corria pela sua pele, com rugas e barba branca,
uma lagrima,
era triste essa imagem,
a cada lagrima uma marca, boa e ruim!
Foi quando sentir o calor dessas lagrimas,
entao fechei esse caderno, naqual escrevo,
enxuguei as lagrimas do rosto
e lembrei o quanto foi lindo viver todos esses anos
e hoje nessa mesmo banco contar essa minha historia, essa minha vida...!
Eliezer martins. ( declaro que o mesmo é autoria própria)

típico tio Zé
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